terça-feira, 27 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
vulnerável
Li uma vez que os sensíveis tanto amam, se sentem alegres quanto sofrem.
tem momentos em andamos tão à flor da pele que qualquer beijo de novela nos faz chorar, quando vários segmentos de sua vida estão bambos,
precisando de um ajuste bem firme e bem feito.
tem momentos em que é necessário se dispor a limpar todas as feridas e tratá-las.
Li outra vez que uma ferida só sara quando dói o seu tratamento.
Por isso é preciso parar pra fazer uma faxina em tudo e só depois seguir, pois se não a bola-de-neve-de-bagunça só aumenta. e se isso acontecer, ah, se isso acontece, mais dor você vai ter que enfrentar.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
negligência dos tempos

tá secando... e foi eu quem deixou fui fazer outras coisas, talvez menos importantes do que isso esqueci de pegar a água no poço pra aguar as plantas elas estão secando e eu aqui lendo um livro de jardinagem e escutando música o passarinho já foi pegar a água eu ainda estou aqui as flores estão secando
sobre isto, é assim que a gente costuma fazer pra secar, murchar, terminar qualquer tipo de relacionamento que temos, ou tínhamos. Passa o tempo, passa a hora e a gente vai se tornando seco. Porque parece que o amor, a paixão, um momento de carinho bastam... Não é só isso, e ficamos assim. Faltando prestar a atenção na outra pessoa. Ligar pra dar boa noite - sem sufocar,ninguém sufoca flores, assim elas também morrem - acordar e dar bom dia, não negar um abraço, escutar, conversar, limpar o que não estiver fazendo bem!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
good morning, Sunshine
You are my sunshine,my only sunshine
you make me happy, when skies are grey.
you'll never know dear how much i Love you.
Please don't take my sunshine away.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011

As quatro estrelas do meu céu são suas, e os oito postes da avenida são meus. E se você quisesse todos eles te dava. Lembra, minha luz, foi você quem me deu. As sete cartas do tarô são suas, e os dez destinos mais prováveis são meus. E se você pedisse para abrir um caminho, este iria dar na nossa casa, meu bem. As trinta e uma rosas do jardim são suas, e há somente um cravo, que é meu. E se você quisesse um arranjo ou um buquê, minha querida, o cravo era... Seu sorriso é o que preciso, e quanto ao resto, eu juro tanto faz. Sua ausência me condena à dor. As nove luas sobre o mar são suas, e o escuro embaixo dos seus pés é meu. Mas se você quiser a vida um pouco mais clara, por você, querida, eu roubo os raios de Zeus. As mil e uma noites que virão são suas, e meu, só um minuto antes do sol nascer. Mas se você pedisse uma fração da eternidade eu me virava, e o tempo era... Seu sorriso é que eu preciso pra abraçar o mundo e muito mais, sua ausência me condena à dor da saudade. Você me completa, amor. E sabe que meu sonho só é um sonho porque. Você me completa, amor. Meu sonho só é um sonho porque você está nele.Seu sorriso é o que preciso, e quanto ao resto, eu juro tanto faz. Seu sorriso é que eu preciso pra abraçar o mundo e muito mais. Seu sorriso é que eu preciso pra apagar a dor... Da saudade!
Móveis Coloniais de Acaju
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Olha só, Moreno
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
tristeza permitida.
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos."
terça-feira, 1 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011

prece
pra ser sincera
pra que as pessoas reajam com sinceridade
pra que eu tenha força nessas horas
pois a sinceridade as vezes dói
e é preciso força
pra continuar
ô Meu Deus! dai-nos força e luz na consiência para recebê-la!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
amor a uma pessoa? está aqui uma das demonstrações
Bandeira
Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio, pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau
Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro: este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal
Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)
- Zeca Baleiro
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
caras e bocas

caras e bocas:
essas ferramentas que podem nos deixar ludibriados com alguma coisa ou com alguém..
cuidado, pois nem sempre o que é visto ou ouvido é o que parece.
estamos rodeados de pessoas que trazem à tona informações e sentimentos diversos e cabe a nós avaliar o que é fruta madura ou se aquela fruta que estão nos oferecendo é podre.
mas façamos com equilíbrio, pois ao contrário deletaríamos todas as informações exibidas por não termos nenhum pouco de confiança no que elas trazem.
vamos com calma,sem muita extremidade, saber com quem estamos convivendo para que possamos desfrutar de uma boa amizade, de uma boa relação, de um bom encontro e, em outros momentos, afastar o que tiver de semente e fruta ruim afastando também a contaminação que elas podem carregar.
atençãaao:
um rostinho bonitinho, um discurso persuasivo e bonito provenientes das caras e bocas podem nos passar a perna!
domingo, 16 de outubro de 2011
Raspas e restos não me interessam.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
reino perdido de ouro e prata, misteriosa cidade
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Soneto
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Poesia
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Unidos Contra a Corrupção!
“Somos a geração abusada pelo sistema. Pessoas que trabalham com honestidade, pessoas que lutam todos os dias para ter o pão de cada dia,estamos insatisfeitos com nossa condição de vida dada pelo governo.
No dia 12 iremos às ruas, no Brasil todo, unidos, de forma não violenta, expressar nossa indignação. Indignados com um governo que não serve a sociedade nem nos representa.
Queremos uma Democracia participativa, onde as pessoas possam intervir ativa e efetivamente nas decisões.
Queremos uma Democracia onde quem seja corrupto seja responsabilizado por um sistema judicial de qualidade.
O povo não é um objeto dos políticos!
A rua é nossa!”
Convido todos a participarem nessa caminhada contra a Corrupação do Brasil! Todos nós reclamamos que os jovens não vão mais as ruas, não protestam, não fazem nada! Chegou na nossa hora de agir! Esse é um protesto PACIFISTA e ANTIPARTIDÁRIO! Só estamos querendo reivindicar por um país mais justo!
Link do grupo do Brasil no facebook: http://www.facebook.com/groups/nasruas.ce/
Link do grupo do Ceará no facebook: www.facebook.com/groups/nasruas.ce/nasruas
Link do grupo Link do evento (de Fortaleza) no facebook: http://www.facebook.com/event.php?eid=145717838857282
O Protesto está sendo feito em todo o país! Procure os organizadores da sua cidade!
Por favor, ajudem a divulgar!
domingo, 2 de outubro de 2011
quando bate bem mais forte o coração
Que a gente é tanta gente
Onde quer que a gente vá
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho
Por mais que pense estar
É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão
Nas palmas de nossas mãos
E é tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate
Bem mais forte, o coração"
Gonzaguinha.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Clarice
| — | Clarice Lispector (via por-outro-lado) |
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
cultivar, cuidar do Amor
Amor não tem se acabar
Eu quero e sei que vou ficar
Até o fim eu vou te amar
Até que a vida em mim resolva se acabar
O amor é como uma rosa num jardim
A gente cuida, a gente olha
A gente deixa o sol bater
Pra crescer, pra crescer
A rosa do amor tem sempre que crescer
A rosa do amor não vai despetalar
Pra quem cuida bem da rosa
Pra quem sabe cultivar
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
.versinho no versinho do livro
Farei bem de levinho
Afinal não é de delicadeza
Que tu és meu passarinho?"
sábado, 3 de setembro de 2011
para ouvir
http://www.youtube.com/watch?v=YCD5MmU0qf4&feature=feedf
passarinho
A menininha carrega um coração e ela o acha lindo.
Como num conto de fadas que a mamãe conta. Ela fala pro papai que vai entregar aquele balão pro paquerinha do Jardim II.
Um passarinho chamado Tempo foi bater na porta de menininha para avisá-la que num momento,quando ela mudasse, o balão iria desaparecer,voar pelos céus. A pergunta que surgiu foi:
- Mas quando? Eu vou ter 10 anos?
- Isso eu não posso dizer... Sei de muita coisa, mas isso, nem quem se conhece completamente, poderá dizer.
A pequena... Ficou tão chateada, ela. Nem quis mais saber desse Tempo e esqueceu dele.
Depois de ter mudado - sem nem ver o Tempo passar, voar de um lado para o outro num voo silencioso e bonito - a menininha soltou o balão.
É que ela sentiu que não precisava mais daquele balão-modelo-de-coração cheio de invenções do que é amor. Ela sentiu, porque naquele momento - aquele momento - a menina tinha deixado de carregar um coração para TER um!
(Flora de Paula)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
poesia no corpo do presente
Ferreira Gullar
De que vale tentar reconstruir com palavras
o que o vento levou
entre nuvens e risos
junto com o jornal velho pelos ares?
O sonho na boca, o incêndio na cama.
o apelo na noite
agora são apenas esta
contração (este clarão)
de maxilar denntro do rosto.
A poesia é o presente.
sábado, 27 de agosto de 2011
aos que estão sem este tipo de chão
Céu
Veio até mim
Quem deixou me olhar assim
Não pediu minha permissão
Não pude evitar
Tirou meu ar
Fiquei sem chão
[Refrão 4x]
Menino bonito, menino bonito, ai
ai menino bonito, menino bonito ai
É tudo o que eu posso lhe adiantar
O que é um beijo
Se eu posso ter teu olhar
Cai na dança, cai
Vem pra roda da malemolência
renovar-se
| — | (Caio Fernando Abreu) |
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Olhos de ressaca
.Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
Caio Fernando Abreu
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Para machucar corações. Mês do desgosto.

— Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro- e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. (…)
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
férias bem curtidas
Chico Buarque
A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor
Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família
A armadilha
A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha
Que maravilha
Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor
Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
http://www.youtube.com/watch?v=HqsdRVJNRCs&feature=related
Chico maravilhoso, lindo, lindo!!
terça-feira, 26 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
-Não, eu não sei nadar.
-Eu te ajudo, vem. Confia, vem. Estica a perna assim, abre o braço assim. Respira assim. Vem.
- Mas eu não sei.
- Mas eu tô aqui. Olhe meus olhos tão arregalados, como posso guardar mentira aqui? Eu posso cantar pra você, eu posso te segurar, eu posso ficar aqui até você conseguir.
- Eu não sei.
-Tá perto. Vai. Solta da borda. Eu sei, você já foi parar no fundo. Mas agora é diferente. Tá mais raso. E eu tô aqui. Eu vim do outro lado do oceano. Eu vim só por sua causa. Vem, larga da borda. Pode vir. Eu vi você como você é e é por isso que estou aqui. Confia.
- Não sei.
-Pode vir. Não tem mais ninguém. A borda é para os peixes pequenos. Solta, isso, relaxa a cabeça no meu peito. Não tem fundo mas eu te ajudo a flutuar. Você pode. Calma. Afoga um pouco no começo, cansa, desespera. Mas você quer como eu quero?
- Quero.
-Então eu te ajudo.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
mude.
domingo, 10 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Condicional.
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais
São dias que eu me encontro mais
E mesmo assim eu sei tão bem
existe alguém pra me libertar.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
E agora?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Encarnação Involuntária
Um dia no avião…ah, meu Deus – implorei – isso não, não quero ser essa missionária!
Mas era inútil. Eu sabia que, por causa de três horas de sua presença, eu por vários dias seria missionária. A magreza e a delicadeza extremamente polida da missionária já haviam me tomado. É com curiosidade, algum deslumbramento e cansaço prévio que sucumbo à vida que vou experimentar por uns dias viver. E com alguma apreensão, do ponto de vista prático: ando agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir. No avião mesmo percebo que já comecei a andar com esse passo de santa leiga: então compreendo como a missionária é paciente, como se apaga com esse passo que mal quer tocar o chão, como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros. Agora sou pálida, sem nenhuma pintura nos lábios, tenho o rosto fino e uso aquela espécie de chapéu de missionária.
Quando eu saltar em terra provavelmente já terei esse ar de sofrimento-superado-pela-paz-de-se-ter-uma-missão. E no meu rosto estará impressa a doçura da esperança moral. Porque sobretudo me tornei toda moral. No entanto quando entrei no avião estava tão sadiamente amoral. Estava, não, estou! Grito-me eu em revolta contra os preconceitos da missionária. Inútil: toda a minha força está sendo usada para conseguir ser frágil. Finjo ler uma revista, enquanto ela lê a Bíblia.
Vamos ter uma descida curta em terra. O aeromoço distribui chicletes. Ela cora mal o rapaz se aproxima.
Em terra sou uma missionária ao vento do aeroporto, seguro minhas imaginárias saias longas e cinzas contra o despudor do vento. Entendo, entendo. Entendo-a, ah, como a entendo e ao seu pudor de existir quando está fora das horas em que cumpre sua missão. Acuso, como a missionariazinha, as saias curtas das mulheres, tentação para os homens. E, quando não entendo, é com o mesmo fanatismo depudorado dessa mulher pálida que facilmente cora à aproximação do rapaz que nos avisa que devemos prosseguir viagem.
Já sei que só daí a dias conseguirei recomeçar enfim integralmente a minha própria vida. Que, quem sabe, talvez nunca tenha sido própria, se não no momento de nascer, e o resto tenha sido encarnações. Mas não: eu sou uma pessoa. E quando o fantasma de mim mesma me toma – então é um tal encontro de alegria, uma tal festa, que a modo de dizer choramos uma no ombro da outra. Depois enxugamos as lágrimas felizes, meu fantasma se incorpora plenamente em mim, e saímos com alguma altivez por esse mundo afora.
Uma vez, também em viagem, encontrei uma prostituta perfumadíssima que fumava entrefechando os olhos e estes ao mesmo tempo olhavam fixamente um homem que já estava ficando hipnotizado. Passei imediatamente, para melhor compreender, a fumar de olhos entrefechados para o único homem ao alcance da minha visão intencionada. Mas o homem gordo que eu olhara para experimentar e ter a alma da prostituta, o gordo estava mergulhado no New York Times. E meu perfume era discreto demais.
Falhou tudo.
É de lágrima.

sábado, 25 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
| — | Tati Bernardi |
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Férias
Começou!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Alice no País das Maravilhas

terça-feira, 7 de junho de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Fuga Nº1
segunda-feira, 16 de maio de 2011
cirandar
fazer o bem dá vontade de bambolear
dançar e pegar na mão de alguém pra fazer um passo mais delicado
de correr de gritar e de perguntar: como foi seu dia?
perguntar pra outras pessoas: tudo bem? e ter tempo e paciência de escutá-las
dá vontade de pinotar como criança brincando de ser herói com um cavalo que só falava inglês
pense aí, como fazer o bem é bom e faz bem!
bem e bom pra gente e pros outros
e melhor ainda é quando colocamos esse bem pra fazer parte do nosso show
quando juntamos outras pessoas pra elas terem essa sensção e vontade de querer ser feliz
domingo, 15 de maio de 2011
Decepção mata?
“Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a idéia da alegria.”
(Caio Fernando Abreu)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Não há tempo pro amor,Charlie Brown. (Peanuts-snoopy)
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Reblog se você se importa - não seja cruel, isso não vai matar o seu tumblr. (Tumblr)
Sempre me dá vontade de advertir os outros, mas outras vezes, poucas vezes, eu realmente me pergunto e faço uma reflexão do que EU faço pra que esse quadro seja revertido!
Pq é muito lindo a gente colocar no tumblr, e dizer, e falar, e ouvir, e ver, mas FAZER tá faltando… e é difícil, eu ando tão egoísta!
terça-feira, 3 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Querida mãe, querido pai,
Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos – quase 40 – anos. Devo estar acostumado. terça-feira, 26 de abril de 2011
ai, o amor, tão antigo e tão renovado amor.
O Amor Por Entre O Verde - Vinícius de Moraes
Não é sem frequência que, à tarde, chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos que vem namorar sobre a pequenina ponte de balaustrada branca que há no parque. Ela é uma menina de uns treze anos, o corpo elástico metido num blue jeans e um suéter folgadão, os cabelos puxados para trás num rabinho-de- cavalo que está sempre a balançar para todos os lados; ele, um garoto de, no máximo, dezesseis, esguio, com pastas de cabelo a lhe tombar sobre a testa e um ar de quem descobriu a fórmula da vida.
Uma coisa eu lhes asseguro: eles são lindos e ficam montados um em frente ao outro, no corrimão da colunata, os joelhos a se tocarem, os rostos a se buscarem a todo momento para pequenos segredos, pequenos carinhos, pequenos beijos. São, na sua extrema juventude, a coisa mais antiga que há no parque, incluindo velhas árvores que por ali espapaçam sua verde sombra; e as momices e brincadeiras que se fazem daria para escrever todo um tratado sobre a arqueologia do amor, pois têm uma tal ancestralidade que nunca se há de saber a quantos milênios remontam.
Eu os observo por um minuto apenas para não perturbar-lhes os jogos de mão e misteriosos brinquedos mímicos com que se entretêm, pois suspeito de que sabem de tudo o que se passa à sua volta. Às vezes, para descansar da posição, encaixam-se os pescoços e repousam os rostos um sobre o ombro do outro, como dois cavalinhos carinhosos, e eu vejo então os olhos da menina percorrerem vagarosamente as coisas em torno, numa aceitação dos homens, das coisas e da natureza, enquanto os do rapaz mantêm-se fixos, como a prescrutar desígnios. Depois voltam à posição inicial e se olham nos olhos, e ela afasta com a mão os cabelos de sobre a fronte do namorado, para vê-lo melhor e sente-se que eles se amam e dão suspiros de cortar o coração. De repente o menino parte para uma brutalidade qualquer, torce-lhe o pulso até ela dizer-lhe o que ele quer ouvir, e ela agarra-o pelos cabelos, e termina tudo, quando nao há passantes, num longo e meticuloso beijo.
- Que será – pergunto-me eu em vão – dessas duas crianças que tão cedo começam a praticar os ritos do amor? Prosseguirão se amando, ou de súbito, na sua jovem incontinência, procurarão o contato de outras bocas, de outras mãos, de outros ombros? Quem sabe se amanhã quando eu chegar à janela, não verei um rapazinho moreno em lugar do louro ou uma menina com a cabeleira solta em lugar dessa com cabelos presos?
– E se prosseguirem se amando – pergunto-me novamente em vão – será que um dia se casarão e serão felizes? Quando, satisfeita a sua jovem sexualidade, se olharem nos olhos, será que correrão um para o outro e se darão um grande abraço de ternura? Ou será que se desviarão o olhar, para pensar cada um consigo mesmo que ele não era exatamente aquilo que ela pensava e ela era menos bonita ou inteligente do que ele a tinha imaginado?
É um tal milagre encontrar, nesse infinito labirinto de desenganos amorosos, o ser verdadeiramente amado… Esqueço o casalzinho no parque para perder-me por um momento na observação triste, mas fria, desse estranho baile de desencontros, em que frequentemente aquela que deveria ser daquele acaba por bailar com outro porque o esperado nunca chega; e este, no entanto, passou por ela sem que ela o soubesse, suas mãos sem querer se tocaram, eles olharam-se nos olhos por um instante e nâo se reconheceram.
E é então que esqueço tudo e vou olhar nos olhos de minha bem-amada como se nunca a tivesse visto antes. É ela, Deus do céu, é ela! Como a encontrei, não sei. Como chegou até aqui, não vi. Mas é ela, eu sei que é ela porque há um rastro de luz quando ela passa; e quando ela me abre os braços eu me crucifico neles banhado em lágrimas de ternura; e sei que mataria friamente quem quer que lhe causasse dano; e gostaríamos que morrêssemos juntos e fôssemos enterrados de mãos dadas, e nossos olhos indecomponíveis ficassem para sempre abertos, mirando muito além das estrelas.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
.tudo se refaz, menos os nomes
comecei a escrever com a caneta falhando. vai ver até ela quis testar o meu ímpeto. peguei a outra caneta. escrevi um tempo atrás um poema s...
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comecei a escrever com a caneta falhando. vai ver até ela quis testar o meu ímpeto. peguei a outra caneta. escrevi um tempo atrás um poema s...
-
esses cacos de vidro espalhados pela casa são tantos certamente não podem ser de um copo de vidro ou um prato de vidro ou de um ...


















