| — | Clarice Lispector (via por-outro-lado) |
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Clarice
“Claro que se o dinheiro falta, se a saúde vacila, se o amor arma alguma cilada, seu desejo de rir será pouco. Mas combata a depressão. Cultive o bom humor, como quem cultiva um bom hábito. Esforce-se para ser alegre. Afaste os sentimentos mesquinhos que provocam o despeito, a inveja, o sentimento de fracasso, que são origem de infelicidade. Adote uma filosofia otimista, eduque-se para ser feliz.(…) Seja feliz, se quer ser bonita!”
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode. Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho. Pior é que vicia. Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Veja se pode. Chega um desavisado com o sorriso mais incrível do país e muda tudo. Até assoviando eu tô agora.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
“Zé, me adota. Cuida das minhas dores e dos meus anseios. Me olha no fundo dos olhos. Enxerga minh’alma. Juro que não sou chatinha não. Não tenho frescura, não gosto das coisas tão certinhas. Não fico horas na frente do espelho mexendo no cabelo e tenho as unhas bem, bem feinhas. Sabe, Zé, tô precisando tanto de alguém que me proteja dos meus medos. Dos meus anseios. Zé, me carrega nas costas e me faz rir o riso mais doce puder. Pega a colcha de retalhos, um filme bem sessão da tarde, coloca a pipoca no forno e deixa que eu arrumo o sofá. Mergulha por entre os cobertores e me deixa deitar no teu ombro. Zé, ri da vida comigo. Me morde. Passa teu nariz na minha face fazendo dengo. Vem ser dengoso comigo, Zé, vem. Deixa eu meter as mãos por entre os teus fios de cabelo e te tocar o rosto de pele aveludada. Me deixa te olhar sem falar nada. Me deixa ver a beleza desses teus olhos verdes. Fala nada não. Fica quietinho. Zé, você é lindo. Põe - me nos braços e me chama de tua. Ai, Zé, te quero tão bem. Faz acontecer em câmera lenta. Aumenta o volume do rádio e dança o passo mais desengonçado junto ao meu pela sala. Tropeça e cai no chão. Me leva junto pro chão, Zé. Me faz cócegas e canta qualquer coisa no meu ouvido. Desafina. Afina. Sussurra. Diz que vai me proteger e não me deixa ir embora. Zé, não vai embora. Fica. Cuida de mim. Não se perde. Pega o papel e assina. Vai Zé, me adota.”
RV
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
cultivar, cuidar do Amor
Amor não tem se acabar
Eu quero e sei que vou ficar
Até o fim eu vou te amar
Até que a vida em mim resolva se acabar
O amor é como uma rosa num jardim
A gente cuida, a gente olha
A gente deixa o sol bater
Pra crescer, pra crescer
A rosa do amor tem sempre que crescer
A rosa do amor não vai despetalar
Pra quem cuida bem da rosa
Pra quem sabe cultivar
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
.versinho no versinho do livro
"E quando eu for te tocar
Farei bem de levinho
Afinal não é de delicadeza
Que tu és meu passarinho?"
Farei bem de levinho
Afinal não é de delicadeza
Que tu és meu passarinho?"
sábado, 3 de setembro de 2011
para ouvir
http://www.youtube.com/watch?v=ILBwSrD6VOQ&feature=BFa&list=LL72rSn48cAKksntRYgeI0-A&lf=mh_lolz
http://www.youtube.com/watch?v=YCD5MmU0qf4&feature=feedf
http://www.youtube.com/watch?v=YCD5MmU0qf4&feature=feedf
passarinho
A menininha carrega um coração e ela o acha lindo.
Como num conto de fadas que a mamãe conta. Ela fala pro papai que vai entregar aquele balão pro paquerinha do Jardim II.
Um passarinho chamado Tempo foi bater na porta de menininha para avisá-la que num momento,quando ela mudasse, o balão iria desaparecer,voar pelos céus. A pergunta que surgiu foi:
- Mas quando? Eu vou ter 10 anos?
- Isso eu não posso dizer... Sei de muita coisa, mas isso, nem quem se conhece completamente, poderá dizer.
A pequena... Ficou tão chateada, ela. Nem quis mais saber desse Tempo e esqueceu dele.
Depois de ter mudado - sem nem ver o Tempo passar, voar de um lado para o outro num voo silencioso e bonito - a menininha soltou o balão.
É que ela sentiu que não precisava mais daquele balão-modelo-de-coração cheio de invenções do que é amor. Ela sentiu, porque naquele momento - aquele momento - a menina tinha deixado de carregar um coração para TER um!
(Flora de Paula)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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.tudo se refaz, menos os nomes
comecei a escrever com a caneta falhando. vai ver até ela quis testar o meu ímpeto. peguei a outra caneta. escrevi um tempo atrás um poema s...
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comecei a escrever com a caneta falhando. vai ver até ela quis testar o meu ímpeto. peguei a outra caneta. escrevi um tempo atrás um poema s...
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esses cacos de vidro espalhados pela casa são tantos certamente não podem ser de um copo de vidro ou um prato de vidro ou de um ...



