terça-feira, 2 de outubro de 2012

amanhecer

vontade de viajar!../ sentindo a brisa do mar/ lavar a alma nas águas de Iemanjá/ ver a Lua cheia, de luz e encanto/ saudar o Sol quando tiver nascendo e deixar que ele entre com seus raios/ pra que fique dentro de mim uma fagulha da Luz/ e assim me renovar/ amanhecer (florescer)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O dia em que a Terra parou.

POSTAGEM ANTIGA DO DIA 11/09/2012


"Hoje eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou"
(Raul Seixas)

Cenas horríveis
Eu via tanta gente triste
Tantas sofrendo, com medo
No dia em que a Terra parou

Mas lá atrás
Da grande e bela ribanceira
Tanta terra limpa
Eu via tanta coisa bonita
No dia em que a Terra parou

Esqueci a minha dor
Não tinha mais aquele ardor
Me senti completamente livre
No dia em que a Terra parou

E se não voltar?
E se a Terra não rodar?
E nunca mais mudar
O dia em que a Terra parou?

Vamos sofrer?
Ou apenas parar de chover?
Com o dia em que a Terra parou?

E com a moça triste
O que há de acontecer?
Com o sofredor, com o bruxo e o trocador
O que há de acontecer 
No dia em que a Terra parou?

Se nada mais vai acontecer
Se não chorar, cair, ou sofrer
E se eles não vão mais me ver
Não quero nunca mais estar 
No dia em que a Terra há de voltar


ll
O engraçado, é que eu escrevi esse texto assim que acordei, de manhãzinha, e só depois fui descobrir que hoje é 11 de setembro.

sábado, 4 de agosto de 2012

What Dreams May Come




Sabe aquele tipo de casal nós-completamos-as-frases-do-outro? Somos nós. Não há um amante como o que eu tenho. 
Aquele, por quem eu escolho trocar o céu pelo inferno, se eu puder o ter ao meu lado. Aquele moço, a única pessoa que eu gostaria de ter ao meu lado ao atravessar o inferno. Em quem eu confio, e sei que nunca vai me decepcionar, como eu já decepcionei. E se, apenas com um riso e um abraço forte, resolvemos. Ele é humano. É quem me protege, me defende, e me guarda. Que entende a minha mente, ou tenta, com muita determinação. 
O único que me salva da minha completa loucura. Me escuta, me atura, e mesmo com a minha estranha personalidade bipolar-chorona-infantil-ignorante-madura-sensível, me aproxima. E que estranhamente, me acha a flor mais bonita do jardim. E a que ele fez questão  de cultivar em seu próprio jardim, me cuidando, me reinando, até o momento de que aquele se tornasse o nosso jardim. 
É nele que penso quando escuto “Um Caetano”. Que faz com que a noite mais feliz da semana seja aquela da partida de xadrez, apenas por estarmos juntos, e só. Ele é aquele que tem como missão do dia me botar um sorriso. E ao ouvir os meus gritos, ele apenas me abraça, e me traz a razão, ou ao amor, quem sabe?! Ninguém sabe o bem que ele me faz, ali, apenas respirando ao meu lado. Quem me fez deixar o egoísmo de lado. Me fez criar um mundo, onde mil e uma lágrimas de meus olhos quero dar, apenas para ver uma faísca de um sorriso seu.
 Há um homem que ele não conhece, nem eu. E que talvez, no futuro, conheça-o bem melhor que eu. O homem que ele virá a ser. E eu vejo esse homem, que atrai a atenção dos homens, pela sua integridade. Atrai também as mulheres, pela sua ternura e seu respeito sem fim. As mulheres gostam disso, sabe?! E também, vejo os lindos filhos que ele virá a ter. Um garotinho, com o seu sorriso, que ao olhar em seus olhos, saberá que seu pai está olhando inteiramente para dentro dele. Porque com esses seus lindos e profundos olhos, ele parece ver a eternidade. E eu espero estar lá, para ver essa cena. Não deixemos de falar também de seu lindo sorriso, capaz de iluminar uma alma completamente. A sua voz tem a ternura que levanta a vida de qualquer um. Daria tanto para ouvir essa linda voz pra sempre! 
E por tudo isso, egoistamente, o preciso do meu lado. É você que faz meu coração, Bi-bi, Bi-bi, Bi-bi, Bi-bi.. 

“O meu coração é um forte, cujo nome é Te Valorizo, e ele é teu, meu bem.”

Letícia Lima

quinta-feira, 26 de julho de 2012

‎"A fantasia é de prata e escarlate, índigo e azul, de obsidiana com veios de ouro e lápis-lazúli. A realidade é compensado e plástico, feita em barro marrom e verde oliva. Fantasia tem gosto de habaneros e mel, canela e cravo, carne vermelha rara e vinhos doces como o verão. A realidade é feijão e tofu, com gosto de cinzas no final. A realidade é os shoppings de Burbank, as chaminés de Cleveland, uma garagem em Newark. A fantasia é as torres de Minas Tirith, as pedras antigas de Gormenghast, os salões de Camelot. A fantasia voa nas asas de Ícaro, a realidade na Southwest Airlines. Por que nossos sonhos se tornam muito menores quando eles finalmente se tornam realidade?

Lemos fantasia para encontrar as cores novamente, eu acho. Para provar especiarias fortes e ouvir as canções que as sereias cantavam. Há algo velho e verdadeiro na fantasia que fala com algo profundo dentro de nós, com a criança que sonhava que um dia iria caçar nas florestas da noite, e festejar sob as colinas ocas, e encontrar um amor que dure para sempre em algum lugar ao sul de Oz e ao norte de Shangri-La.

Eles podem ficar com o paraíso deles se quiserem. Quando eu morrer, prefiro ir a Terra-Média."

- George R.R. Martin

terça-feira, 17 de julho de 2012

Canto para a minha morte


"Eu sei que determinada rua que eu já passei não tornará a ouvir o som dos meus passos. Tem uma revista que eu guardo há muitos anos e que nunca mais eu vou abrir. Cada vez que eu me despeço de uma pessoa, pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez. A morte, surda, caminha ao meu lado, e eu não sei em que esquina ela vai me beijar. Com que rosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque? Na música que eu deixei para compor amanhã? Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro? Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada, e que está em algum lugar me esperando, embora eu ainda não a conheça? Vou te encontrar vestida de cetim, pois em qualquer lugar esperas só por mim. E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar. Vem, mas demore a chegar. Eu te detesto e amo morte, morte, morte, que talvez seja o segredo desta vida. Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida. Qual será a forma da minha morte? Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida. Existem tantas... Um acidente de carro. O coração que se recusa abater no próximo minuto, a anestesia mal aplicada, a vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida, o câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe, um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio.. Oh morte, tu que és tão forte, que matas o gato, o rato e o homem. Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar. Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva, e que a erva alimente outro homem como eu. Porque eu continuarei neste homem, nos meus filhos, na palavra rude que eu disse para alguém que não gostava. E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite... Vou te encontrar vestida de cetim, pois em qualquer lugar esperas só por mim. E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar. Vem, mas demore a chegar. Eu te detesto e amo morte, morte, morte, que talvez seja o segredo desta vida. Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida.."     
Raul Seixas

.tudo se refaz, menos os nomes

comecei a escrever com a caneta falhando. vai ver até ela quis testar o meu ímpeto. peguei a outra caneta. escrevi um tempo atrás um poema s...