quarta-feira, 29 de setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Pra não dizer que não falei das flores

Hoje eu lembrei de como é ter alguém que se importe com o que me importa. Hoje eu me lembrei como é jogar tanta conversa fora em tão pouco tempo, como se fala tanta coisa séria em um sorriso sem jeito. Hoje, eu lembrei do quanto é bom saber que ainda há do mesmo jeito aquilo de sempre que toda vida vai estar ali.
Mesmo sem as benditas as coxinhas de recuperação, ou - pra não dizer que não falei - das flores bicolores, mesmo com a distancia que só existe fisicamente, mesmo com as cachaças que a gente nunca tomou, mesmo que às vezes a gente ache que não há, ainda há. Hoje eu me lembrei que frases bocós merecem depoimento no orkut. Porque a saudade era aliviada aos poucos em cada abraço gasguito e a cada pergunta indiscreta.
Hoje eu lembrei que se pode ligar quando quiser ou precisar falar alguma coisa, qualquer coisa - mas é preferível que seja no sábado ou domingo por causa do 31 anos, mas se a emergência for na semana, sempre haverá um Tim infinity (por mais quatro anos pelo menos, se o Brasil tivesse ganhado a copa).
Hoje eu lembrei que não tem preço assistir com as amigas os jogadores de futebol, não o jogo. Do quanto é bom não ver a hora passar na calçada, de resenha até mais que a hora de ir dormir, como se fossemos acordar amanhã e não voltar aos afazeres, cursinhos e vestibulares por aí pela vida, apenas pra sermos nós, balão mágico, estranhos e revoltados, entrando pelo portão daquele castelinho outra vez.

Esse texto é da @luiza_ , e estava guardando ele para um dia que eu estivesse muito feliz!
Hoje eu estou muito feliz!
Apesar do stress e tudo, ontem e hoje foram dias maravilhosos!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fios, lagartas e porquês

...
Era apenas uma criança. Mais uma, aliás, com tantos porquês em mente. Papai já se preocupava com os fios de cabelo sem pigmento que estavam por nascer, e, dia vai, dia vem, o seu trabalho mais duro era encontrar - quando não se via na obrigação de inventar - respostas rápidas para as minhas perguntas. Não que elas precisassem ser convincentes, até porque eu tinha uma meia dúzia de anos ainda, mas as minhas dúvidas sobre essa esfera que insiste em rodar deixavam -no intrigado.Eu perguntei porque as borboletas nasciam lagartas, e ele respondeu-me que aquela era a maior lição de vida para se tomar como exemplo. Sabe, o inseto que nasce feio e gorducho para depois ganhar cores e asas, transformando-se em algo novo e admirável. Foi aí que eu perguntei porque elas precisavam transformar-se. Quer dizer, lagartas podem não ser as mais lindas das criaturas, porém, para mim, elas não podiam ser vistas como 'o patinho feio'. O cara ao meu lado apontou para os seus cabelos negros, certo de que um bocado de fios brancos se encontravam ali. Ele disse que toda e qualquer coisa do universo evoluía, transformando-se com o tempo. Não satisfeito, soltei rapidamente mais de meus questionamentos: Então um dia eu irei ter asas, papai? Assim como as borboletas? O homem permaneceu quieto, pego de surpresa. E, pela primeira vez, sem uma resposta rápida. Percebi em seu olhar que algo estava errado, mas antes que eu voltasse a perguntar, abri os braços e corri em círculos, rindo alto ao imaginar que voava.Agora eu sei que papai não quis acabar com o meu sonho. Eu nunca teria um par de asas, e isso acabei descobrindo por conta própria. Mas ele nunca soube que eu não precisava disso para voar. Peter Pan não precisou. Passei muito tempo indo para o infinito sem o auxílio delas. Porém, assim como ele disse, todas as coisas evoluem. E a cada noite eu peço, em silêncio, para que ocorra logo a minha transformação. No fim, somos todos pequenas lagartas.

@peterssauro , atualmente @tapiocavirgem



- Estava.. minto, estou com saudade do TP7.

"Você vai ser feliz..

Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Vai passar!" Gossip Girl

-:-
E eu nem sou fã de Gossip Girl... acho que a sensação de missão cumprida pela Feira de Ciências um está me deixando positiva.. pelo menos um pouco.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

canto e encanto

hoje
a lua me sorriu com seu sorriso triste, profundo
com um sorriso assim, esplendoroso, prateado
um sorriso colgate, mas sem aquela falsidade de propaganda
Ela propagava alegria, que por sua vez me deu vontade de cantar

sábado, 11 de setembro de 2010

eu sou, tu és, ele é..

“… a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais.”

"há pouco estive chorando, sem saber exatamente por que.."

"Sinto-me terrivelmente vazio. Há pouco estive chorando, sem saber exatamente por quê. Ás vezes odeio esta vida, estas paredes, essas caminhadas de casa para a aula, da aula para casa, esses diálogos vazios, odeio até este diário, que não existiria se eu não me sentisse tão só. O que eu queria era alguém que me recolhesse como um menino desorientado numa noite de tempestade, me colocasse numa cama quente e fofa, me desse um chá de laranjeira e me contasse uma história. Uma história longa sobre um menino só e triste que achou, uma vez, durante uma noite de tempestade, alguém que cuidasse dele."
— Limite Branco - Caio Fernando Abreu

domingo, 5 de setembro de 2010

"É difícil me iludir. Porque não costumo esperar muito de ninguém. Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito. Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça, não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar."

Caio Fernando Abreu
"J'ai découvert que je n'ai pas besoin de certaines personnes, juste besoin des bonnes personnes"

sábado, 4 de setembro de 2010

“once the storm is over you won’t remember how you made it through, how you managed to survive. you won’t even be sure, in fact, whether the storm is really over. but one thing is certain, when you come out of the storm you won’t be the same person who walked in. that’s what this storm’s all about.”

Assinado Eu











Já faz um tempo
Que eu queria te escrever um som
Passado o passado,
Acho que eu mesma esqueci o tom
Mas sinto que
Eu te devo sempre alguma explicação.
Parece inaceitável a minha decisão.
Eu sei.
Da primeira vez,
Quem sugeriu,
Eu sei, eu sei, fui eu.

Da segunda
Quem fingiu que não estava ali,
Também fui eu.
Mas em toda a história,
É nossa obrigação saber seguir em frente,
Seja lá qual direção.
Eu sei.

Tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom.
Mas se é contrário,
É ruim, pesado
E eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você
Me aceite como amiga,
Ainda vou te convencer.

Eu sei.

E te peço,
Me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada,
Pois fiquei atordoada,
Faltou o ar,
Faltou o ar.

Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá.

E te peço,
Me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada,
Pois fiquei atordoada de amor
Faltou o ar,
Faltou o ar.

Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá, e foi pra lá.

Composição: Tiê

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

a pessoa errada

costumo me apaixonar por pessoas de um jeito que não devo e acho que quase não posso encaixar no meu mundo.
Me lembrei de escrever sobre isso também por estar dando uma olhada em uns vídeos que não via há tempos. Colocarei o link do tal vídeo que me inspirou abaixo do post.
Sempre mais velhos os vovôs, os que me encantam, me fazem sonhar distante, as vezes chorar, mas o choro agora não se enquadra. Já me acostumei em não ser tão dona do meu coração, ele parece um hotel onde se hospedam muitos, uns ao mesmo tempo, outros bem distantes um do outro, tem também a diferença dos quartos, tem desde a suíte até o quartinho simples e o melhor é que a diversão está no fato de que pra se hospedarem na suíte nem precisa ser um milionário e se por ventura for um milionário talvez cobre bem caro o cantinho no quarto simples pra ele. Nesse hotel, acho que me identifico como sendo uma funcionária, que não deixa de ser importante, mas não é a dona e sua função é limpar, cuidar bem do hóspede, trazer cafézinhos e aí se ela já estiver de saco cheio do hóspede já vai deixando de lhe trazer privilégios, prestígios e coisinhas mais. Começa então, pelo seu instinto, a largá-lo, não oferece mais alguma coisa e ajeita sua cama de um jeito bem horrível. Terá também aqueles hóspedes que são prestativos, que irão, eles próprios, ajeitar sua cama, seu quarto, fazer se café em grande quantidade para que ele possa oferecer aos trabalhadores do hotel. Com esse a funcionária também se emburra pois será ele o próximo a tirar seu emprego.
Bom, é quase isso. e não era isso o que eu queria escrever, mas escrevi essa outra coisa..

Texto ótimo do Luís Fernando Veríssimo, lindo! A música que eu nunca descobri qual é, mas tbm é legal;D
até mais, estudem, eu vou tentar estudar tbm!