domingo, 16 de novembro de 2014

o medo

Não quero chamar seu futuro feito de heroico. No sentido "guiness" da palavra, pois sei que não é isso que esse seu coração procura. Mas fico aqui com meus botões, pensando, o quanto frio, quanta solidão você vai passar, quanto medo. Medo, meu irmão, a gente passa por isso. (Grande parêntese: Quem diz que não tem medo é tão micho, tão pobre de espírito, que nem vou perder meu tempo em considerações a respeito. O medo é real, existe e tem a pentelha qualidade de estar presente. Tirando o Super Man, que é de Cripton, nós humanos passamos, sentimos, sofremos o medo. É inevitável! Acho eu que o grande "corajoso" é aquele que tem plena consciência de seu medo, e, sendo esperto, sabe administrá-lo. A grande nobreza do espírito, nesse pormenor, é ser consciente e bom administrador. Só que no nosso caso, marinheiros que somos, a fraqueza, o vacilo, não nos são permitidos. Vacilar é sinônimo de morte, de fim. Ter medo, sim, é humano! Vacilar, pestanejar, ser ineficiente na marinharia, a nós, não nos é permitido. Nós marinheiros temos só uma opção, se quisermos chegar, sermos eficientes, próximos do perfeito, fora disso nada nos resta. Ah! meu marinheiro  Amir, tenho tanta certeza da sua eficiência. Lhe julgo tão marinheiro. Sei dos escorregões que você vai dar, das inseguranças, das dúvidas, mas sei, com absoluta certeza, que você "naturalmente" vai se dar bem. Acho tanto de você, que seu feito, feito por você, é mera obrigação de ser sucesso. O mínimo que espero, e sei, é você ter sucesso, humildemente, não contando os "impossíveis" obstáculos que você, só você, venceu. 

Fechou aqui o parêntese, pois até me perdi nele. Ele, o parêntese, era só pra dizer que medo é inevitável e que só quem sabe de si sabe vencê-lo Os fracos morrem! Fica aqui combinada uma festa na "zona", no seu centésimo aniversário.)


Carta de Hélio / Vagabundo para Amir / Paratii.

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