sábado, 11 de junho de 2016

.décimo quarto canto.


AMOR

Meu destino são as armas. As espadas! Estiletes que atravessam o crânio. Depois, o assalto ao castelo, onde encarceraram a princesa.
Amo muito a ti. Por ti corre o sangue que inunda o Hôrto. E por ti colunas de fumo erguem-se sólidas, como gladiadores desafiando os astros. Sòzinho criei êste tumulto, declarei esta guerra, que Lúcifer, de seu trono, espreita com pavor. Breve estarás salva. Vejo que minhas vestes estão rôtas, os cabelos partidos, o corpo desmembrado. Mas, o coração, que é teu, nunca pulsou com tanta fortaleza, aqui, no peito


José Alcides Pinto
Cantos de Lúcifer

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