terça-feira, 26 de maio de 2015

diário de bordo.

Tanto de tanto de dois mil e tanto,

Os endereços continuam os mesmos.
O cheiro também.
A comida tem o mesmo gosto. (profundamente, uma pitada de genérico)

O tempo oscila loucamente, assim como o clima, que mudou. (e eu?)
Eu, eu estou do outro lado do corredor, passando pela oscilação de clima.
Não entendo a linearidade do tempo. Era outro tempo, outro clima, outras situações, outra pessoa, outros dias, outra exposição. Como posso eu dizer que sou eu?

Fico então esperando novamente atravessar a cortina, o que não acontece.

.repetirei o caminho amanhã

Sendo outra pessoa, outro tempo, outro clima e outras dores, outras cores; Era eu?
Desde ontem(ns) há a frustração, ô companheira. Qual será a minha postura?

Encaro, então:
O tempo não vai voltar, Letícia. Nem o clima. Nem você. Nem o momento, a exposição ou o estranho.
Nem seus sentimentos.
Você não vai voltar.

Como será então, passar no lugar do meu sonho, tirar fotos de outros e não achar o tal antiquário?
(estranhas são as lágrimas que não descem dessa cachoeira metralhadora)

A rua será a mesma. E não será minha.
A torta terá o mesmo gosto, o que, pensando em compartilhar, me parece ser nenhum.

Tento ler-me agora, e só sinto misturas.

Frustração                    Ansiedade                    Angústia
Alegria                         Apreensão                   Saudade
Dúvida                         Tristeza                        Fracasso                   Medo.
Fantasia.

Quem será eu de amanhã?

.Preciso re-viver-me.


Perpétuer

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