sábado, 29 de agosto de 2015

18.

Por te querer mais claro
Mais, mais leve, tangível.
Por te querer, apenas?!
Por tudo isso me tornar assim
escuro, remeto, pesado
gerando em mim mesmo
o que não queria em ti
sem compreender agora
a tarde de silêncios
e moscas sobre os cães
da casa a que não pertencemos
nem pertenceremos nunca
e te afundas em porões sem chaves
enquanto busco o sol
e me pergunto então
o que queria, afinal.


Caio Fernando Abreu.

Poesias nunca publicadas, Sem data.

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