terça-feira, 11 de agosto de 2015

soneto 13.

Ah, se pudesses ser quem és! Mas, amado,
Tens a vida apenas enquanto ela pertence a ti.Deverias te preparar para um fim tão próximo,E a outro emprestar o teu doce semblante.


Não tiver um fim, então, viverias
Novamente após a tua morte,
Quando a tua doce prole ostentasse a tua doce forma.
Cuja economia em honra se poderia prevenir


Contra o vento impiedoso dos dias frios,
Ó, quanto desperdício! Meu caro, sabes
Que tiveste um pai: deixa o teu filho dizer o mesmo.



Assim, se a beleza que deténs em vida
Quem poderia ruir uma casa assim tão bela,
E a estéril fúria do eterno estupor da morte?


William Shakespeare

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